terça-feira, 31 de maio de 2011

Há quem goste de ser iludido!

"A cinco dias da votação do próximo domingo, ainda existe um  número considerável de indecisos. Mas, na minha perspectiva, a questão central destas eleições é clara: queremos ou não manter Sócrates à frente do Governo?
Os que confiam em quem tanto iludiu o povo português votarão no PS. Pode parecer estranho que um primeiro-ministro que em seis  anos levou Portugal à desgraça económica e ao descrédito internacional ainda tenha apoiantes. Mas há quem goste de ser iludido.
E quem tenha medo da mudança, sobretudo por recear que diminuam ainda mais os apoios do Estado. Só que nos próximos três anos a austeridade está já traçada no memorando da troika, que  Sócrates assinou, dizendo que era um bom acordo – mas que ignora deliberadamente para ganhar votos".

Francisco Sarsfield Cabral, in Página 1, 31/5/2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Voto é um direito e um dever!

"Justificar a abstenção com o desagrado pelo ruído de uma campanha é a pior desculpa que se pode inventar para aliviar a consciência. E já agora é bom lembrar que em democracia não há “eles” e “nós”, somos todos responsáveis pelo que de melhor ou pior nos acontecer".
Raquel Abecasis, in Página 1, 23-5-2011

sábado, 21 de maio de 2011

Mas não estavam a festejar?

Notícia do Correio da Manhã deste sábado:

Porto - prejuízos na ordem dos milhares de euros
A festa do título europeu levada a cabo pelos adeptos do FC Porto, anteontem à noite nos Aliados, provocou danos avultados nos pavilhões ali montados para a Feira do Livro. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) ponderou cancelar o evento, quando confrontada com os danos, avaliados em várias dezenas de milhares de euros.

Mas não era suposto estarem em festa?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Uma vez cai quem quer..."

"Faz agora quase dois anos, Manuela Ferreira Leite estava a aquecer os motores para uma campanha eleitoral que teve como mote a palavra Verdade.
Tudo o que ela disse ao país entrou-nos, este ano, porta dentro, com estrondo e sem piedade. Estávamos à beira da falência, era preciso parar as grandes obras, travar a mania das grandezas, fazer reformas estruturais e apoiar as empresas.
“Loucura fatalista”, disse José Sócrates, o comunicador exímio que Manuela não quis combater com as mesmas armas, recusando agências de comunicação e truques mediáticos.
Dois anos depois, ironicamente, Pedro Passos Coelho debate-se com um drama similar...
(...) Passos, se tivesse unhas para esta viola, bem podia lançar um slogan: se quiserem enganar-se outra vez, estejam à vontade".

Ângela Silva, in Página 1

quinta-feira, 19 de maio de 2011

FCP...

É bonita a festa do FCP que dá a esta hora na TV. Mas no meio das mãos dos jogadores, aparece um cachecol com uma referência ordinária a um adversário: SL M...

É este o espírito daquela gente...

Bom proveito.

sábado, 14 de maio de 2011

O País das Maravilhas...

IV

No País das Maravilhas todos têm um qualquer interesse... Por isso, ninguém se manifesta ou revela aquilo que verdadeiramente pensa, mas apresenta-se sempre como politicamente correcto, na esperança de conseguir o lugarzinho sonhado à sombra de uma qualquer repartição. Contudo, todos pensam que são livres... mas só em sonhos!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O País das Maravilhas...

III

No País das Maravilhas todos opinam sobre tudo... discutem horas, dias, semanas, meses, anos a fio... todos os diagnósticos estão mais que feitos e revistos... agora sim!

Mas quando chega o dia da decisão... abstêm-se... agora não! "Não me apetece..."

O País das Maravilhas...

II

Factos:
- Uma entidade regional pública para fazer um simples pagamento de assinatura de uma publicação, orçada em, imagine-se, pouco mais de uma dúzia de euros, gasta tempo, material e recursos num contrato formal. Se para algo tão simples, é feito tal esforço, imagine-se para o resto...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O País das Maravilhas...

I

Interrogamo-nos frequentemente:
  • Como é que a dívida pública foi tão longe?
  • Porque é que não produzimos?
  • Para quê meio milhão de empregados do Estado?
  • Para quê milhares de empresas públicas?
  • Para quê tantos ministros, secretários de estado, adjuntos, acessores, secretárias... e mascotes?
  • Para quê tantos mandatos e tantas maiorias?
Se em apenas três semanas, um grupo liderado por três representantes de três instituições internacionais apresentam o diagnóstico e a receita que todos os portugueses vão ter que seguir à risca nos próximos três anos!

Naturalmente, surge uma pergunta em mente: Assim, para quê as eleições legislativas?

Duas hipóteses de resposta:
  • No país das maravilhas – para que se comece tudo do zero e daqui a um par de décadas consigamos finalmente lançarmos-nos no precipício.

  • No país real – para que surja um grupo que governe verdadeiramente em prol do país e não apenas a pensar nas próximas eleições.

Será que o País das Maravilhas, vendo o precipício aproximar-se assustadoramente, vai socraticamente continuar a caminhar...?

Legislativas 2011

A campanha está no terreno... infelizmente há muito tempo!

Será que a Verdade vai aparecer?